quinta-feira, 28 de agosto de 2025

94. No rumo das luzes

 

Todo dia tem sentido, tem direção, tem rumo: é a vida.
A gente há que se encontrar nas linhas que indicam o futuro enquanto relembram o passado.
A alternância das luzes é o contínuo sinal de que outro tempo brilhante virá.

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# 94 in #FotoLíteroGrafia, série Luzes Legais.
Niterói, 2025.
 

93. A luz em risco

 

A luz em risco - Foto: Guina Araújo Ramos, 27/08/2025

Há sempre um risco na passagem do tempo, por mais luminoso que seja o momento.
A luz, pode até parecer que se perderá numa noite, mas o tempo deixa, nas cores de cada presente, sinais do futuro.
Outra luz virá, e tão lúcida será que alumiará um mundo melhor do que o do tempo passado.

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# 93 in #FotoLíteroGrafia, série Luzes Legais.
Niterói, 27/08/2025, 17:35h.


segunda-feira, 18 de agosto de 2025

92. De sola no decalque

 

Esperando a hora de a gente sair e fazer umas compras, me encostei na cama e, já com o tênis de caminhadas, apoiei a sola do pé sobre a perna (a outra, é lógico) logo abaixo do joelho.
Fiquei mexendo no celular e eis que, na hora de sair, percebi ter feito um decalque na pele!
Merecia emoldurar e por na parede, mas, percebendo ser impossível fixar a "obra de arte" por muito tempo, me satisfiz com um registro fotográfico.
O que, afinal, me apetece, assim como fico contente ao descobrir, de repente, essas artes casuais...

91. Painéis carentes

 

Painéis solares, carentes de energia, se abrem à captura de um Sol que, preguiçoso, se esconde na neblina.
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Niterói, 14/08/2025, 07:11h
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# 91 da série Encontros Sensíveis, no blog FotoLíteroGrafia

quinta-feira, 31 de julho de 2025

90. O avião da barca

O avião da barca - Foto: Guina Araújo Ramos, 30/07/2025

Niteroiense adotado, não deixo de ir ao Rio ao menos umas duas vezes por mês. E de barca, felizmente, o que me dá sempre chance de fazer alguma foto interessante.
Aos poucos, passei a fazer uma espécie de plantão, me colocando na janela sempre do lado voltado para o Pão de Açúcar. Neste ponto de vista, meu interesse passa pela paisagem, pelas plataformas de petróleo estacionadas na baía e, muito especialmente, pelas descidas e subidas de aviões no Santos Dumont.
Fazer esta foto se tornou um exercício de paciência e intuição. Quando o avião sobrevoa a barca e vai aterrissar, a foto depende de um muito rápido reflexo. Consegui muito poucas boas fotos...
Desta vez, início da noite, fazendo frio, antes de mais nada tratei de me sentar junto a uma janela fechada. Mas, imediatamente me arrependi... O vidro estava muito sujo: eu via muito mais o interior do que o exterior da barca.
Pensei numa estratégia: sabia que encostar o celular no vidro diminuiria as interferências na imagem. O problema é que o lance é muito rápido! Quando o avião roncou lá por cima da barca, mal tive tempo de apoiar o celular no parapeito e bater a foto, precisava pegar o avião ainda no ar.
E fiquei até surpreso com o resultado... Como estávamos no mesmo eixo (eu, o avião, a pista iluminada, o Pão de Açúcar), até que isto compensou a baixa luminosidade da cena e a rapidez do movimento do avião. Daí, o passo final foi fazer algum tratamento e dar um corte na imagem.
Gostei, ficou um tanto ou quanto impressionista...

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Da série "Encontros Sensíveis"