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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

103 - A casa das barcas

Cúpula da Estação das Barcas - Foto: Guina A. Ramos - Rio, 04/02/2026

O prédio da Estação das Barcas, na Praça XV, Rio de Janeiro, é realmente um conjunto arquitetônico muito atraente. Apesar de que passo por lá, pra lá e pra cá, e nem sempre presto atenção, depende da correria...

Dessa vez, vindo pela rua São José, voltando para Niterói, notei como estava bem destacada, parecia até que recém-pintada, contra o fundo nebuloso de nuvens pesadas.
E vim fazendo umas fotos no celular, conjugando esta cúpula absolutamente linda com as curvas modernamente elegantes dos postes de iluminação pública, até porque não havia como evitá-los...
Ao menos, temos direito a esta visão para aliviar a travessia do grande deserto em que transformaram a Praça XV...
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Esta postagem é dedicada a Americo Vermelho, excelente fotógrafo e amigo, que perdemos em 08/02/2026, ele que publicava, entre outras, a série "Casas", com fotos das casas (e outros prédios) que amava.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

[82] Passado fantasma

Palácio Tiradentes - Foto: Guina Araújo Ramos, 18/06/2025

Passei por lá no princípio da noite, pelo antigo mausoléu do legislativo local, e conferi: seus fantasmas externos estão feericamente excitados, saltam aos olhos as cores que soltam ao léu!
Lá dentro, passados tantos dramas políticos, ganhos marotos e traições populares, a abandonada excelência do passado deve ter virado um breu.
E o Tiradentes ali, coitado, passado, olhando pro outro lado...
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Palácio Tiradentes
Rua Primeiro de Março, Centro, Rio de Janeiro.
Ex-sede da ALERJ, Assembleia Legislativa do Estado do Río de Janeiro.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

[79] O pianista a pé

O pianista a pé - Foto: Guina Araújo Ramos - Praça XV, Rio, 28/05/2025.

  Não parece um daqueles pianos gigantes de parques de diversão ou de shopping centers, com um garoto sapateando o seu exagerado teclado?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

[70] Após a tempestade, a luminosidade!...

 

Após a tempestade - Foto Guina Araújo Ramos, 2024

    Vista do Rio de Janeiro (a partir de Icaraí, Niterói), foto centralizada na Praia do Flamengo, no final da tarde de uma nebulosa segunda-feira, dia 26/12/2024.
    Às 17:52h, após a passagem da tempestade, o banho de luz, que vinha das montanhas do Maciço da Tijuca para a baía da Guanabara
, se espalhava sobre a cidade.
    Ao centro, cercado de luz, o prédio da Praia do Flamengo 200.

 

Da série Luzes Legais

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

[57] Diálogos na paisagem

Há mais de 10 anos tenho a felicidade de conviver quase diariamente (desde que casei e mudei) com a paisagem da Baía da Guanabara do ponto de vista da praia de Icaraí, em Niterói, o que resulta, como um bônus especial, na visão do perfil das montanhas do Rio de Janeiro: o Pão de Açúcar, o da Urca, o de São João, o dos Cabritos, o Dois Irmãos.

Diálogos na paisagem - Foto: Guina Araújo Ramos, Niterói, 2023

Niterói, por si só, tem os seus destaques, incluindo os geográficos e os geológicos, e alguns deles formam uma fieira de ilhotas à frente da Praia de Icaraí, na continuidade da Praia das Flechas, no Ingá, até o promontório onde “viaja” o disco do MAC e à Ilha da Boa Viagem.

Uma dos melhores prazeres desta convivência é fazer, de vez em quando, uma descoberta altamente interessante (pelo menos para quem fotografa, acho eu). Aliás, bem o que me aconteceu ao perceber que a Ilha dos Cardos era na verdade uma Esfinge do Brasil...
Desta vez, tive o deslumbre quando buscava enquadrar a Pedra do Índio dentro da grande pedra do Pão de Açúcar,
copiando, admito, outras que já vi por aí... Feita a foto, com o corte fechado para marcar o encaixe da pedra de cá com a montanha de lá, acrescentei aos meus arquivos, apesar das limitações de um mero celular (não dos bons...), outras versões mais abertas da paisagem.
Bem depois é que, revendo a imagem no celular, em casa, notei o "diálogo" entre as montanhas do Rio e as pedras e ilhotas
“desarrumadas” do litoral de Niterói: mais do que um rascunho do perfil do Rio, praticamente um diálogo geológico. Ou seria um contraponto?... 

Balé da orla - Foto: Guina Araújo Ramos, Niterói, 2012

Justamente quando descubro esta sutil similitude, eis que me reaparece, no Facebook, uma fotografia de anos atrás, em que o espanto está no diálogo entre o Rio de Janeiro e um ciclista de Niterói, o que defini como “Balé da orla: do saiote de nuvens ao dueto ciclístico”. E, já que imagem retornou, complementei: “E continua a dança dos moventes (e ‘descansantes’) com a relaxante paisagem...”.

Da série Locais Distintos 

domingo, 26 de março de 2023

[55] Os astrais e os estruturais

Lua e Vênus e a ponte do Metrô - Foto Guina Araújo Ramos - Rio, 24/03/2023, 18h23.

Atração do início da noite, no início do Outono no Rio de Janeiro: o encontro, muito acima das estruturas humanas, das altas energias femininas (e astrológicas) de Vênus e da Lua!
Faço a foto, num momento estático, de dentro de um carro, na pista que vem da Av. Pres. Vargas, no trecho ao lado da curva do Canal do Mangue, na aproximação do viaduto dos Marinheiros e da ponte da Linha 2 do Metrô-Rio.
Sabemos que, por bela que seja, uma imagem, para os humanos que se pretendem racionais, nunca basta. Sim, mas, que mais dizer?... 
Trago a observação sensível, e incisiva, da experiente astróloga e artista plástica Martha Pires Ferreira sobre este momento (que também fotografou, de sua janela nas colinas): 
 
Lua e Vênus sobre a cidade - Foto Martha Pires Ferreira - Rio, 24/03/2023
"Ao anoitecer a Lua, num friso da luz do Sol, se encontrou com a Vênus e estão conversando assuntos das mulheres com muita altivez e soberania.
Elas estão sorrindo, de quê não sei... Penso que da insensatez de muitos humanos que, ainda, não descobriram a sensibilidade com intuição feminina.".
 

 

domingo, 22 de janeiro de 2023

[53] Nuvens se expressam!

Olhar para o céu e ver como as nuvens se expressam é uma prática milenar, deve ser, só pode ser!... (Naqueles tempos não havia streamings, TV, cinema nem celular para tirar a foto...)


A nuvem que ri - Foto: Guina Araújo Ramos, Niterói, 18/01/2023

Não há quem não tenha vivido isto na infância, procurando enxergar as duvidosas figuras que os adultos apontavam, até com espanto, se a nuvem ocupa o cenário. 

Criança logo aprende e não mais esquece. Bem, digo, não esquece a técnica. Mas, ficando velhos, costumamos esquecer de manter a prática, de continuar atento aos movimentos do céu, de inventar - e realmente ver! - como as nuvens se expressam. Ou, dado que tudo é duvidoso, como parece que se expressam...

Numa dessas olhadas, achei esta nuvem, que me pareceu expressiva: um aglomerado branco tingido pelo amarelado da luz do sol poente que vinha da direção oposta. 

Fiz a foto no automático do celular, o branco estourou... Mudei para Manual, reduzi um pouco a exposição. Na nova foto, a nuvem ficou no exato tom daquela à minha frente, no horizonte. E tive a surpresa de ver surgirem detalhes que davam à peça uma expressão “humana”: os olhos, a ponta aguda do nariz, a boca debochadamente aberta. Enfim, eu vi: uma nuvem que ri! (Ora, se há vaca que ri, por que não uma nuvem que ri?...)

E me veio à mente a pergunta “de que se ri esta nuvem, ao fim da tarde?”, à qual respondi, como pude, para mim mesmo: “Vai ver é do sol que a gente encara no verão...”. E entendi que merecia ser publicada, para que outros rissem também...

 

Sei que tenho um ponto de vista privilegiado, vejo o Rio de Janeiro por sobre os prédios de Icaraí, Niterói, mas nem sempre as nuvens colaboram tanto... (As montanhas, sim.)

Três dias depois, num sábado de manhã, o tempo deu um tempo no verão, outro céu de nuvens: dia nublado, nebuloso, quase chuvoso.

Notei, na cortina de neblina derramada, do Centro à Zona Sul, na fachada do Maciço da Tijuca, uma brecha, uma faixa vazia de cima a baixo se deslocando do sul para o norte. Percebi onde ia passar e fui buscar a câmera (desta vez, não o celular, precisava de um zoom potente), bem a tempo!


O Rio em seu manto - Foto: Guina Araújo Ramos - de Niterói, 21/01/2023

A interpretação me veio simplória: um manto sobre os ombros da cidade, o Cristo do Corcovado se fazendo de cabeça (encolhida, mas sempre viva, é do Rio!). Houve quem visse sinais bíblicos... A prima Margareth Bravo enxergou melhor: “O dia em que o Cristo Redentor resolveu pegar onda nas nuvens...”. 

Ah, interpretação mais carioca do que esta é difícil!

Da série Eventos Insólitos