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| A mágica do olhar - Foto: Guina Araújo Ramos, 30/09/2025 |
terça-feira, 30 de setembro de 2025
97. A mágica do olhar
segunda-feira, 16 de junho de 2025
[80] Enfiada na cidade
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| Enfiada na cidade - Foto: Guina Araújo Ramos - Curitiba, 21/05/2025 |
segunda-feira, 22 de julho de 2024
[67] A lâmina encoberta da Lua
sexta-feira, 7 de junho de 2024
[64] Um cometa na tarde
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| Um cometa na tarde - Foto: Guina Araújo Ramos - Niterói, 2024 |
Enfim,
vi (e fotografei) um cometa!
Sempre tive esta fissura. Passei algumas noites mal dormidas no distante tempo (1986?) da passagem do cometa Harley, e dele não vi nem o mínimo risquinho no horizonte, como diziam que seria. E teve mais um ou outro, aquele de nome japonês. Em suma, perdi todos...
Mas, hoje à tarde, no céu absolutamente vazio de nuvens deste Outono, que finalmente chegou, no que fui dar uma respirada na janela, lá estava aquele belo cometa, uau!...
Tudo bem, admito, eu sei que é "apenas" um avião em desabalada carreira, lá perto do limite da atmosfera, deixando para trás um rastro de fumaça, o que já vi várias vezes, alguns deles com "rabos" muito mais compridos.
Mas, este avião flamejante me maravilhou pelo seguinte detalhe: ele se dirigia quase diretamente ao pôr-do-sol, produzindo, pelo violento contraluz, uma "cabeleira" de fogo de um vermelho-amarelo vibrante.
Aí, o melhor... Consegui fazer o zoom mais radical do meu celular, enquadrar (ainda que bamboleasse na mão) e clicar (e registrar a imagem) sem tremer. Depois, para arrematar, só um pouquinho de realce nas cores chamuscantes da fumaça. Já o azul do céu, a esta distância, parecia cinza mesmo...
Da série Eventos Insólitos
domingo, 22 de janeiro de 2023
[53] Nuvens se expressam!
Olhar para o céu e ver como as nuvens se expressam é uma prática milenar, deve ser, só pode ser!... (Naqueles tempos não havia streamings, TV, cinema nem celular para tirar a foto...)
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| A nuvem que ri - Foto: Guina Araújo Ramos, Niterói, 18/01/2023 |
Não há quem não tenha vivido isto na infância, procurando enxergar as duvidosas figuras que os adultos apontavam, até com espanto, se a nuvem ocupa o cenário.
Criança logo aprende e não mais esquece. Bem, digo, não esquece a técnica. Mas, ficando velhos, costumamos esquecer de manter a prática, de continuar atento aos movimentos do céu, de inventar - e realmente ver! - como as nuvens se expressam. Ou, dado que tudo é duvidoso, como parece que se expressam...
Numa dessas olhadas, achei esta nuvem, que me pareceu expressiva: um aglomerado branco tingido pelo amarelado da luz do sol poente que vinha da direção oposta.
Fiz a foto no automático do celular, o branco estourou... Mudei para
Manual, reduzi um pouco a exposição. Na nova foto, a nuvem ficou no exato tom daquela
à minha frente, no horizonte. E tive a surpresa de ver surgirem detalhes que davam
à peça uma expressão “humana”: os olhos, a ponta aguda do nariz, a boca
debochadamente aberta. Enfim, eu vi: uma nuvem que ri! (Ora, se há vaca que ri, por que não uma nuvem que ri?...)
E me veio à mente a pergunta “de que se ri esta nuvem, ao fim da tarde?”, à qual respondi, como pude, para mim mesmo: “Vai ver é do sol que a gente encara no verão...”. E entendi que merecia ser publicada, para que outros rissem também...
Sei que tenho um ponto de vista privilegiado, vejo o Rio de Janeiro por sobre os prédios de Icaraí, Niterói, mas nem sempre as nuvens colaboram tanto... (As montanhas, sim.)
Três dias depois, num sábado de manhã, o tempo deu um tempo no verão, outro céu de nuvens: dia nublado, nebuloso, quase chuvoso.
Notei, na cortina de neblina derramada, do Centro à Zona Sul, na fachada do Maciço da Tijuca, uma brecha, uma faixa vazia de cima a baixo se deslocando do sul para o norte. Percebi onde ia passar e fui buscar a câmera (desta vez, não o celular, precisava de um zoom potente), bem a tempo!
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| O Rio em seu manto - Foto: Guina Araújo Ramos - de Niterói, 21/01/2023 |
A interpretação me veio simplória: um manto sobre os ombros da cidade, o Cristo do Corcovado se fazendo de cabeça (encolhida, mas sempre viva, é do Rio!). Houve quem visse sinais bíblicos... A prima Margareth Bravo enxergou melhor: “O dia em que o Cristo Redentor resolveu pegar onda nas nuvens...”.
Ah, interpretação mais carioca do que esta é difícil!






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