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terça-feira, 30 de setembro de 2025

97. A mágica do olhar

A mágica do olhar - Foto: Guina Araújo Ramos, 30/09/2025

 
De repente, um barulho estranho lá fora. Aliás, vários barulhos, misturando sons de madeira e metal, e as falas agitadas, tudo um tanto incoerente, desordenado.
Eu, na sala, surpreso. Só sabia que o som vinha do hall dos elevadores. E justamente na hora em que eu precisava sair...
Ora, hora de apelar para um equipamento fixo, sempre disponível, o único meio de acesso de que dispunha: o olho mágico!
O lance era corriqueiro (só soube depois): os operários da obra de um apartamento, escangalhado o elevador de serviço do outro bloco, transferiram suas tarefas para o nosso.
Sem enxergar o movimento, como entender o momento?... Como ver através de portas e paredes? 
Ora, com o olho mágico!
E olhando por suas lentes, me lembrei de outras: as fotográficas. Aí, fiz a foto, um pouco também por precaução.
Pois não é que o celular se sai bem numa situação incomum como esta?...

quinta-feira, 31 de julho de 2025

90. O avião da barca

O avião da barca - Foto: Guina Araújo Ramos, 30/07/2025

Niteroiense adotado, não deixo de ir ao Rio ao menos umas duas vezes por mês. E de barca, felizmente, o que me dá sempre chance de fazer alguma foto interessante.
Aos poucos, passei a fazer uma espécie de plantão, me colocando na janela sempre do lado voltado para o Pão de Açúcar. Neste ponto de vista, meu interesse passa pela paisagem, pelas plataformas de petróleo estacionadas na baía e, muito especialmente, pelas descidas e subidas de aviões no Santos Dumont.
Fazer esta foto se tornou um exercício de paciência e intuição. Quando o avião sobrevoa a barca e vai aterrissar, a foto depende de um muito rápido reflexo. Consegui muito poucas boas fotos...
Desta vez, início da noite, fazendo frio, antes de mais nada tratei de me sentar junto a uma janela fechada. Mas, imediatamente me arrependi... O vidro estava muito sujo: eu via muito mais o interior do que o exterior da barca.
Pensei numa estratégia: sabia que encostar o celular no vidro diminuiria as interferências na imagem. O problema é que o lance é muito rápido! Quando o avião roncou lá por cima da barca, mal tive tempo de apoiar o celular no parapeito e bater a foto, precisava pegar o avião ainda no ar.
E fiquei até surpreso com o resultado... Como estávamos no mesmo eixo (eu, o avião, a pista iluminada, o Pão de Açúcar), até que isto compensou a baixa luminosidade da cena e a rapidez do movimento do avião. Daí, o passo final foi fazer algum tratamento e dar um corte na imagem.
Gostei, ficou um tanto ou quanto impressionista...

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Da série "Encontros Sensíveis"