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quarta-feira, 11 de março de 2026

108 - No mundo das nuvens

 


Sempre que atravesso de barca de Niterói para o Rio ou vice-versa presto atenção no movimento do aeroporto Santos Dumont. Repito sempre o exercício de tentar fotografar algum avião que parte ou que chegue às suas pistas. É uma espécie de plantão, mas, evidentemente, depende muito mais de sorte do que de habilidade.
Desta vez, tudo muito simples. Um avião que partia da cabeceira e foi sumindo na distância, sempre na direção do Pão de Açúcar. Sem uma teleobjetiva, apenas com o celular, fiz umas três fotos gerais (que o digital é bem barato), com o avião cada vez menor, até que percebi que ia acontecer a coincidência da passagem dele à frente da nuvem, bem em cima do pico da montanha e em linha com o meu eixo de visão!
Ora, nada melhor para um fotojornalista, ainda que aposentado, do que uma coincidência!
Não deu tempo de alterar nada, a gente faz o que pode, mas providenciei uma ampliação da cena, aqui no celular mesmo.
O importante de fazer (ou ver) fotografia é curtir.
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Travessia da baía da Guanabara, 25/02/2026.
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# 108 do blog FotoLíteroGrafia, na série "Encontros Sensíveis"
 

quinta-feira, 31 de julho de 2025

90. O avião da barca

O avião da barca - Foto: Guina Araújo Ramos, 30/07/2025

Niteroiense adotado, não deixo de ir ao Rio ao menos umas duas vezes por mês. E de barca, felizmente, o que me dá sempre chance de fazer alguma foto interessante.
Aos poucos, passei a fazer uma espécie de plantão, me colocando na janela sempre do lado voltado para o Pão de Açúcar. Neste ponto de vista, meu interesse passa pela paisagem, pelas plataformas de petróleo estacionadas na baía e, muito especialmente, pelas descidas e subidas de aviões no Santos Dumont.
Fazer esta foto se tornou um exercício de paciência e intuição. Quando o avião sobrevoa a barca e vai aterrissar, a foto depende de um muito rápido reflexo. Consegui muito poucas boas fotos...
Desta vez, início da noite, fazendo frio, antes de mais nada tratei de me sentar junto a uma janela fechada. Mas, imediatamente me arrependi... O vidro estava muito sujo: eu via muito mais o interior do que o exterior da barca.
Pensei numa estratégia: sabia que encostar o celular no vidro diminuiria as interferências na imagem. O problema é que o lance é muito rápido! Quando o avião roncou lá por cima da barca, mal tive tempo de apoiar o celular no parapeito e bater a foto, precisava pegar o avião ainda no ar.
E fiquei até surpreso com o resultado... Como estávamos no mesmo eixo (eu, o avião, a pista iluminada, o Pão de Açúcar), até que isto compensou a baixa luminosidade da cena e a rapidez do movimento do avião. Daí, o passo final foi fazer algum tratamento e dar um corte na imagem.
Gostei, ficou um tanto ou quanto impressionista...

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Da série "Encontros Sensíveis"