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| Filhote de arco-íris - Foto: Guina Araújo Ramos, Niterói, 2026 |
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| Filhote de arco-íris - Foto: Guina Araújo Ramos, Niterói, 2026 |
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| O avião da barca - Foto: Guina Araújo Ramos, 30/07/2025 |
Niteroiense
adotado, não deixo de ir ao Rio ao menos umas duas vezes por mês. E de
barca, felizmente, o que me dá sempre chance de fazer alguma foto
interessante.
Aos poucos, passei a fazer uma espécie
de plantão, me colocando na janela sempre do lado voltado para o Pão de
Açúcar. Neste ponto de vista, meu interesse passa pela paisagem, pelas
plataformas de petróleo estacionadas na baía e, muito especialmente,
pelas descidas e subidas de aviões no Santos Dumont.
Fazer
esta foto se tornou um exercício de paciência e intuição. Quando o
avião sobrevoa a barca e vai aterrissar, a foto depende de um muito
rápido reflexo. Consegui muito poucas boas fotos...
Desta
vez, início da noite, fazendo frio, antes de mais nada tratei de me
sentar junto a uma janela fechada. Mas, imediatamente me arrependi... O
vidro estava muito sujo: eu via muito mais o interior do que o exterior
da barca.
Pensei numa estratégia: sabia que encostar
o celular no vidro diminuiria as interferências na imagem. O problema é
que o lance é muito rápido! Quando o avião roncou lá por cima da barca,
mal tive tempo de apoiar o celular no parapeito e bater a foto,
precisava pegar o avião ainda no ar.
E fiquei até
surpreso com o resultado... Como estávamos no mesmo eixo (eu, o avião, a
pista iluminada, o Pão de Açúcar), até que isto compensou a baixa
luminosidade da cena e a rapidez do movimento do avião. Daí, o passo
final foi fazer algum tratamento e dar um corte na imagem.
Gostei, ficou um tanto ou quanto impressionista...
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Da série "Encontros Sensíveis"
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| No complexo, simplicidade - Foto Guina Araújo Ramos - Campos do Jordão/SP, 2023 |
Hotel modesto, ambiente tranquilo, construção já antiga em madeira e vidro, à beira do Bosque do Silêncio. Dia nublado, frente fria passando. Final do café da manhã, pouco gente no sala, um anexo do restaurante.
Mastigando bem, ficando por último, recebo repentina visita desta figura charmosa, passarinho elegante de gravata borboleta e cachecol vermelho. Chega agitado, circula acima das mesas, mas pousa num espaldar de cadeira. Não ataca as comidas, parece não ter fome.
Tanto que resolve ir embora, sair da sala. O caminho parece livre, e ele investe. Aí é que complica: bate de bico no vidro. Vidro, duro e sólido, corta o voo. Enxergando a mata, insiste: rebate em outros vidros...
Não o conheço, nem a espécie (sou analfabeto no assunto), mas simpatizo com o pássaro, parece jovem... Solidário, mas impossibilitado de retirar os vidros, opto por sugerir caminhos: Com gestos amplos das mãos tento levá-lo para as poucas janelas abertas ou para o portal de entrada da sala. Impaciente (ele, eu não), não me atende, a princípio. Depois, talvez reconhecendo meu esforço, para um tempo num “galho” do lustre. Fica evidente que também simpatizou comigo: mesmo aflito para fugir, posou para a foto.
Feito isto, tomou a decisão definitiva: em vez de tentar atravessar vidros ou portais, resolveu sair a pé (digo, a patas) pela porta que dava para a cozinha. Vai ver, é amigo das cozinheiras...